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31/12/2004 15:05
Opção "gun" no celular
O shopping estava visivelmente fechado. Algumas lojas abertas, outras fechadas, quase tudo às escuras. Tentei passar por um cordão de isolamento, o segurança me repreendeu: está fechado. Eu sei, respondi, só queria passar, colocaria de volta depois. Pulei. Estava à procura de uma amiga e de minha sobrinha. Ambas ficaram à minha espera enquanto fui ao banheiro. Saí e não mais as encontrei.
Percebi que algumas lojas haviam trocado de lugar. Entrei na casa de móveis: "e aí, Someone, isto está com o preço ótimo e é lindo". Não, agora só depois que eu terminar de pagar tudo. "Não precisa, veja..." Na verdade eu queria uma coisa, ainda preciso fazer o desenho, volto outro dia. Saí de lá. Não, simplesmente apareci em casa. Havia um homem, na rua, em cima de algo (de um caminhão? talvez) tentando atirar no meu irmão, na minha casa, não sei bem. Ele levantava, apontava uma arma, depois se abaixava quando nos via. Ficou assim durante um tempo. Tranquei a casa toda e peguei meu celular. Meu irmão sumiu. Alguns amigos de minha mãe apareceram. Percebi que o caminhão ou algo elevado onde o homem se escondia desaparecera. Estava saindo um carro. "Esperem", gritei. "Ele pode estar dentro da mala." Uma mulher disse: "Sim, ele adora malas de carro". Não entendi, ou melhor, não sabia que a mulher o conhecia. Abriram. O homem estava lá, era um menino na verdade. Algemaram-no na calçada. "Segurem bem, vou pegar a arma." Peguei o celular, fiquei horas procurando a opção "Gun". Depois de tê-la encontrado, o que fazer? Apertaria alguma coisa, caso houvesse necessidade. Verifiquei se todas as portas e janelas estavam trancadas novamente. Pensei na possibilidade de pular uma delas, caso o menino se soltasse. Após um tempo percebi que todos, com exceção deste, conversavam tranqüilamente na sala. "Mãe, a senhora está com a janela aberta, pode ser enforcada, cuidado!!", exclamei. "Ele já foi, Someone, não volta mais". Fiquei sem saber se a opção "Gun" do meu celular funcionava mesmo.
enviada por Someone
18/12/2004 14:28
Pizza, banheiro, silicone, etc.
Pizzaria. A princípio, muitas pessoas desconhecidas. Depois, família e alguns amigos da faculdade. Estávamos em um shopping. Levantei-me para ir ao banheiro. Lá dentro, enquanto eu o estava usando, uma mulher forçou a porta. “Tem gente”, eu disse. A mulher insistiu. “Tem gente”, repeti forçando um pouco mais a porta. Não havia tranca. A mulher empurrou com mais força. “Tem gente, MERDA!” E dei-lhe um tapa (ou teria sido um soco?) na mão. Depois percebi que ao lado da porta, na seqüência, não havia parede, era aberto, e alguns meninos estavam olhando. “Será que eles estiveram aí o tempo todo?? Não sabia que o banheiro era unissex”. Saí.
De repente as pessoas começaram a ir embora, as lojas começaram a fechar, tudo ficou às escuras, era para eu ter acompanhado meu irmão, mas me vi sozinha. Na verdade o pessoal se esquecera de mim. Peguei minha mochila, caminhei pelos corredores, queria ir ao banheiro de novo. Desci as escadas, encontrei uma porta de emergência, talvez. Percebi barulho de água, algumas pessoas estavam no banho. Saí: “será que entrei em banheiro de operários? Melhor sair daqui”. Olhei a porta. Não, o banheiro era feminino. Fiquei mais tranqüila. Algumas mulheres começaram a sair, eu disse que precisava usar o banheiro, não se opuseram.
Depois, na minha porta apareceu uma mulher completamente nua. Meio assustada e sem saber o que fazer, acabei lhe dando um beijo. No encontro de nossos corpos, em um abraço, senti algo estranho: “Pôs silicone?”, foi o que consegui dizer. “Sim”, ela disse. “Ficaram estranhos.” Pensei que fosse apanhar depois de um comentário desse. Ela sorriu: “não gosta?”. Minhas mãos resolveram percorrer outro caminho.
Um carro parou na porta: irmão, mãe e cunhada. Estava vestida, mas não entendi por que tantas roupas minhas apareceram pelo chão. Juntei tudo, na verdade estava mais preocupada em lavar mãos e rosto, e entrei no carro: “Pensei que não fossem me encontrar nunca”.
enviada por Someone
16/09/2004 00:45
Centro da Cidade
Estava no Centro. Todas as pessoas eram assaltantes em potencial. A questão era: se você percebesse que seria assaltado(a), o ladrão simplesmente desistia. O que eu fiz? Neuroticamente achava que seria assaltada o tempo inteiro. Não relaxei um minuto. Abri a carteira, quis tirar R$ 2,00, sei lá como apareceram duas cédulas de R$ 10,00, uma de R$ 20,00 e duas de R$ 1,00. Enquanto isso, um homem me disse: "vou pegar sua carteira". Guardei-a imediamente e fiquei com o dinheiro na mão, depois coloquei uma parte em cada bolso. Não fui assaltada.
Entrei em uma loja, encontrei uma menina da faculdade. "Está indo para a faculdade?", perguntei. "Não." Continuei: "Eu estava querendo passar na Cinelândia, na feira de livros, mas estou com medo...". "Nós vamos para casa." Sua mãe se aproximou e disse: "Ih, uma menina experimentou a roupa, perguntou se podia ter desconto, na hora de pagar roubou tudo...". Entrei mais em pânico ainda! rs Saímos da loja, fomos para o ponto de ônibus. Assaltantes por toda a parte.
Fiquei em cima de uma bancada para me proteger. "Vocês não querem pegar um táxi?", sugeri. "Não", elas disseram. Não pensei duas vezes. Fiz sinal, um táxi parou, entrei. "Para onde?" "Para a UERJ... mas eu queria passar na feira de livros, na Cinelândia."
enviada por Someone
06/06/2004 11:37
No banco
Someone: Para pegar cheque devolvido é lá atrás, né?
Atendente: Sim, não, é...E sussurra: Lá atrás já estamos...
Someone se afasta, dá uma olhada na distância e volta: Ei, lá atrás não está tão perto...
Atendente: Para você...
Someone: Essas coisas são relativas. Por exemplo, você deve se achar linda, não?
A atendente sorri meio sem graça.
enviada por Someone
06/05/2004 12:22
Na sala de aula
Casa nova. Depois percebi que o meu quarto (apesar de diferente do verdadeiro) seria o mesmo. O espaço em si não me era familiar, mas as rachaduras na parede, que por acaso estava pintada, eram. Puxa, poderiam ter acabado com as rachaduras, pensei. Conviver com as mesmas, abertas como antes, visíveis, presentes, não, não era uma idéia agradável. “Estou vendo tinta verde, pai”. “Onde?” “Eles não pintaram nada disso direito. Bom, pelo menos retire aquelas coisas lá de cima, por favor.” “Tudo bem”. Estava falando de várias latas que ficavam no canto da parede, próximas ao teto.
O quarto era enorme, espaçoso, havia apenas uma janela também espaçosa, que ocupava toda a parede, e uma cama de casal. O quarto era antigo, o teto era alto, o chão de madeira. O quarto me era extremamente familiar, já havia sido meu, não sei onde nem quando.
Depois deu um tempo, percebi que a casa era uma escola, ou pelo menos funcionava como tal. E eu teria de assumir uma turma de crianças. Era a única informação que eu tinha, nem idéia de faixa etária eu fazia. Na verdade, ninguém havia falado diretamente comigo.
A sala de aula era o meu quarto. Na janela gigantesca, uma persiana enorme que cobria toda a janela. Algo curioso: não possuía bandô. Aliás, o quarto todo era de uma incompletude indescritível.
Sem que eu soubesse, o dia de assumir a turma chegou. A sala de aula era o quarto (do sonho), o quintal (da minha casa mesmo), o meu quarto verdadeiro, enfim, uma confusão só. Cheguei. Fui recebida pela minha mãe, que talvez no sonho desempenhasse outro papel. Entregou-me o roteiro da aula, disse que a turma havia passado alguns dias com o meu irmão: nossa, devem tê-lo adorado, pensei, e agora vai chegar uma pessoa completamente sem graça. Entrei.
A sensação foi estranha. Não consegui seguir nada, apenas continuar e pôr fim às tarefas dadas anteriormente – desenhos em um papel e pinturas em um ovo.
As crianças eram poucas, cerca de cinco, quase todas famosas. Não paravam quietas um segundo. Ora estavam no quarto, ora no quintal, até apareceram dormindo no meu quarto real. Como???? A aula não termina às 14h? Como podem estar dormindo Às 13h50min? Tudo bem, relevei, era o primeiro dia. Não poderia me encontrar em apenas 10 min. Pelo menos resolvi perguntar-lhes os nomes. Sim, não o fiz antes. Tive curiosidade apenas depois. Também não sei se sabiam o meu, talvez não. Desconhecia-lhes o nome, desconhecia até mesmo a turma, até que eu li um “200” na porta – segunda série do ensino fundamental, pensei. Até que a experiência não foi ruim, apenas descobri algo já sabido: não tenho paciência para uma grande quantidade de desenhos infantis. Ou para infantilidades em geral. No mais, até que sobrevivi e a idéia me pareceu agradável.
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Voltando para casa... Saía da escola (relato anterior), de casa, ou da faculdade, não sei bem... Os três lugares se misturavam, se pertenciam, faziam parte um do outro. Ao sair, sei que a minha mãe entregou as crianças, pensei em tudo o que eu não havia cumprido do programa (ah, na próxima eu fico em dia, hoje foi só o começo), se eu seria demitida (sim, depois do primeiro dia rs), se eu iria gostar da diretora (não chegamos a conversar), se ela gostaria de mim, perguntas e mais perguntas até chegar à estação do metrô.
Não, antes eu me lembro de ter estado dentro de um ônibus. Não, era um metrô disfarçado de ônibus. Estava dentro de um ônibus que seguia as paradas das estações do metrô. Isso. Não sei para onde estava indo. Depois, sim, apareci na estação do metrô e entrei em um de fato.
Antes, no entanto, na plataforma, encontrei uma menina. Era como se já nos conhecêssemos, mas seu rosto não me era nada familiar. Conversamos durante um tempo, uma conversa de quem se conhece há séculos misturada com a de quem está acabando de se conhecer. É, não a conhecia. E não sei de onde tirei o familiar: da vontade de conhecê-la ou da vontade de me fazer conhecida.
enviada por Someone
01/05/2004 14:21
Sozinha, num shopping, na praça de alimentação, talvez. A uns dez metros à minha frente estava um casal de irmãos. O menino não parava de me olhar. Depois de um tempo e de vários cochichos, irmão e irmã passam ao meu lado, e o menino deixa cair um papel sobre mim. Nele, nome e número de telefone.
Minutos depois passa um menino extremamente ruivo, meio tímido e desajeitado. Nossa, vou ganhar dois números de telefone em um único dia, num shopping, isso nunca me aconteceu antes, pensei. O menino ficou passando de um lado para o outro várias vezes, sempre olhando para mim.
Resolvi me levantar e acompanhá-lo, digo, ir para a mesma direção. O menino pensou que eu fosse falar com ele e parou de andar. Levemente encostei em seu braço, extremamente molhado de suor, timidez ou nervoso, não sei bem. Tentei iniciar uma conversa, mas o menino mostrou sinais de um certo descontrole. Fiquei preocupada, tentei entrar em lojas, falar com alguém, tudo em vão, até que comecei a correr.
No lado de fora do shopping não havia táxi disponível. Chovia bastante, chão escorregadio, e como se não bastasse outras pessoas saíram em fuga do maníaco. Não entendi nada: estavam comigo, e eu não as conhecia. Consegui um táxi e todas foram entrando. Uma delas parecia um bebê, era um anão, talvez, não, pequeno demais. Peguei-o no colo, depois entraram mais seis pessoas no táxi. Não sei para onde fomos.
enviada por Someone
25/03/2004 12:58
Miscelânea
Dentro de um ônibus. Destino? Não sei. Seria uma viagem mais ou menos longa. Na primeira parada, no entanto, pensei: se eu soubesse que era tão perto, teria vindo muito antes. De repente passamos por uma rua completamente alagada, na verdade parecia que estávamos passando dentro de um rio. Quando não se conhece o lugar, que diferença faz se é um rio ou uma rua transbordando? Pensei: me enganaram. Poderiam ter falado que iríamos nos molhar. Incrivelmente não foi o que aconteceu, apesar de o nível da água estar um pouco abaixo das janelas do ônibus, que estavam abertas. Passamos. Logo depois todos adormeceram, inclusive o cobrador. Sim, era um ônibus comum, mas de viagem ao mesmo tempo. Não, não era um ônibus comum. Além de pagarmos a passagem, tínhamos de entregar todo o nosso dinheiro, o cobrador funcionava como uma espécie de banco. Entreguei-lhe apenas cem reais. Depois, quando passei pela roleta, esperei um momento para pedir-lhe de volta, mas logo, logo ele adormeceu.
Paramos em uma estação de metrô. Nada entendi. Tudo bem. Saltei. Um senhor desceu comigo, quis me dar as mãos, aceitei-as inicialmente, depois as recusei: aqui no Centro tenho muitos amigos. Então ele me mostrou onde eu teria de pegar o ônibus de volta. Antes, no entanto, resolvi conferir a programação de teatro. Ela ficava no chão, dentro de alguns azulejos: não, não é possível, tudo o que eu queria ver está esgotado.
Depois, já em casa, um dos meus quartos se transformou em uma piscina. Estava vazio, digo, sem móveis. A Maria Fernanda (Cândido) estava dentro da “piscina”, sem roupa, e me chamou para dar um mergulho. Aceitei. Não me lembro de ter tirado a roupa, mas foi sem ela que eu apareci lá dentro. Ficamos um tempo mergulhando, não sei nadar e o espaço não permitia. (Acho que eu ando assistindo muito a Um Só Coração.)
Em seguida apareci fazendo algo que eu nunca fiz na vida: lavar carro. O carro era um Fusca azul, depois passou a ser branco. Meu pai aparecia de vez em quando, enrolei tanto que o sonho acabou e o carro não ficou limpo. Comecei pelo lado direito, depois passei para o esquerdo, só as portas, até que pensei no teto, no que faltava... e acordei. Continuo sem ter lavado carro: em sonho e na realidade.
enviada por Someone
05/03/2004 21:30
Estava, para variar, na UERJ. Não sei se havia uma festa ou não, sei apenas que apareci com uma caixa cheia de brigadeiro nas mãos. Resolvi colocá-la em um local seguro e escolhi uma sala de aula escura e vazia. Depois de algum tempo, quando voltei para buscá-la, a sala continuava escura, mas cheia de alunos. Conclusão: comeram quase todos os brigadeiros, deixaram a caixa praticamente vazia. “Someone, estava muito bom, obrigada por ter guardado pra gente.”
Depois apareci em uma arquibancada. Havia um campo enorme lá embaixo, onde duas professoras teriam de conseguir votos para sua candidatura a sei lá o quê. Ouvi apenas o discurso de uma delas, aliás, a única que falou. Foi interessante, mas não consigo me lembrar de nada com detalhes.
Apareci em um carro com uma mulher portadora do vírus do AIDS: “Não agüento mais a vida, quero morrer”. Perguntei se ela tinha filhos: “Sim, uma menina pequena, tudo o que tenho na vida”. “Tem com quem deixá-la?” “Não.” “Quer acabar com a sua vida e com a dela ao mesmo tempo? Digo, se não tem com quem deixar a sua filha, se não possui parentes, como acha que ela ficaria?” “Por que você ri tanto quando fala, minha vida tem alguma graça?” “Desculpe-me, não estou rindo de você, é o meu jeito.”
Era para eu aparecer em um quarto de hotel, mas apareci em uma casa só para mim. Bem, depois o meu avô chegou (não esperava por essa, mas foi muito bom). Ficamos nós dois na casa. Ele se deitou na cama, depois de um tempo eu me coloquei ao seu lado. Enquanto ele estava com os olhos fechados, eu fiquei passeando minhas retinas pelos cantos do quarto (sala, na verdade, a cama ficava na sala). Não estou mentindo: avistei uma barata de 10 cm!!! Ah, agora entendi por que o meu avô apareceu. Ele se levantou, tentou pisar na barata, mas ela era muuuito rápida. Eu estava literalmente grudada na parede, para ter uma boa visão, assim acompanhei a vinda da barata do canto da parte da frente para o canto oposto, onde eu me encontrava. Por um segundo pensei que ela fosse me alcançar, mas eu podia voar, a barata, não. Depois ela entrou no banheiro, meu avô atrás, e foi parar na cozinha, onde finalmente ele a matou. Foi uma visão meio surreal: meu avô estava sobrevoando o chão, como se algo o puxasse em direção à barata, ou como se ela mesma exercesse alguma atração.
enviada por Someone
26/02/2004 11:55
Estava andando pela rua acompanhada por dois homens (ou eu era um deles, inicialmente, lembro que de alguma forma os observava, estava ao lado e em outros momentos era um deles). Andávamos por uma rua escura (meus sonhos sempre são à noite) e molhada. Diante de um prédio, os dois senhores que estavam comigo (agora certamente eu não era um deles) resolveram abaixar os shorts e mostrar exatamente o que você deve estar pensando. Abaixavam, vestiam-se novamente e riam de se acabar. Enquanto isso, no prédio, havia dois apartamentos acesos: no primeiro, estavam os homens para os quais tal “espetáculo” estava sendo oferecido, eles apenas olhavam impassíveis; no segundo, havia mais três homens que repetiam o que estava acontecendo na rua, e levavam seus órgãos à altura da cabeça, uma cena bizarra e impressionante ao mesmo tempo. Quanta elasticidade!
Os homens que me acompanhavam resolveram ir embora, sem parar de rir um segundo. Apenas um pouco depois, antes de entrarem no prédio, começaram a pensar e a temer alguma represália. Entraram e sentaram-se na cama praticamente sem os shorts. Agora eu era homem, não um deles. E o outro havia se transformado no meu pai. Meu pai no canto da cama, eu e o outro na ponta. Enquanto o primeiro observava (ou não, digo, enquanto o primeiro nada fazia), começamos a roçar nossos corpos um no outro, especificamente algumas partes que não se encontravam nunca, apenas passavam perto uma da outra. Tudo acontecia não sei com qual objetivo, muito menos o motivo, mas não havia qualquer conotação sexual. Depois, já no meu corpo e com a família que eu tenho: pai e mãe, não mais havia quaisquer outros homens, decidimos que teríamos de nos proteger de alguma forma, certamente alguém viria tomar satisfações conosco, ou até nos matar.
Não moro em apartamento, mas morava em um no sonho, bem legal, aliás. Começamos a arrumar a casa para receber os visitantes, na verdade, um casal (detalhe: esperava os homens do outro prédio, talvez um deles tenha resolvido vir com a esposa). A mulher parecia a Kitty (amiga de Laura Brown, em “As Horas”). Eu e minha mãe primeiro os avistamos no portão. Acompanhávamos os movimentos por trás da cortina do quarto do bebê (?). Meu pai não saía da cozinha, era como se nada estivesse acontecendo para ele. “Mãe, vou ficar lendo no seu quarto, tá? Ninguém vai ter coragem de interromper uma leitura, de matar alguém que lê. Pode ficar por aqui também. Precisamos demonstrar tranqüilidade”. Era uma casa diferente, não conseguia encontrar minha mochila, minhas coisas. Procurava o livro “A Trilogia Tebana”, de Sófocles. Só encontrei um dicionário de Mitologia. Fazer o quê? O casal já estava prestes a entrar. Sim, eles entraram, antes, no entanto, apareceu uma das tias da minha cunhada com a família (filho e marido): “ O que está lendo? Fez uma boa prova naquele dia?” e tirou o livro das minhas mãos. Na verdade eu gostaria de ter perguntado “qual prova? qual dia?”, pois não me lembro de já ter falado mais que “oi, tudo bem?” com ela. Passei a mão sobre a cabeça da criança. Não sabia se era o filho realmente, não tive coragem de perguntar, ele estava diferente. Enquanto isso, na sala, estava o casal “negociando”. Pediram uma porção de pastéis para nos desculpar.
enviada por Someone
25/02/2004 13:28
Meu outro blog (Nada e Tudo) está parado, mas não vejo razão para acabar com este. São, como sempre, relatos oníricos. Também anuncio o abandono da terceira pessoa. Só espero que não se esqueçam de que tudo aqui é sonho.
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Estava em uma rua. Percebi que o carro do meu pai estava descendo a caminho de um rio que ficava próximo, na rua transversal. Corri o máximo que pude, consegui entrar no carro, mas não ajudei o bastante. Não consegui frear, o carro não ia para a frente, só para trás. Entrei na rua em que me encontrava de ré (o único jeito) , havia um carro estacionado na pista da direita e um ônibus vindo na pista da esquerda. Já me imaginei partida ao meio. Não sei como, mas consegui ser um pouco mais rápida que o ônibus e passei primeiro. Pisei em todos os pedais do carro, puxei freio de mão, mas o carro não parava. Como opção, resolvi subir em uma calçada íngreme e o carro quase subiu na árvore que havia no meio. Por fim, pensei: “era só ter tirado a chave da ignição... o carro pararia, não?”. A traseira do carro ficou destruída, mas, finalmente, ele parou.
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Apareci em um prédio, parecia um internato. Geralmente a madrugada, quando não estou com sono, é o momento em que mais me sinto sozinha e menos sinto vontade de fazer alguma coisa (ler, por exemplo). Encontrei algumas portas fechadas, sabia que atrás delas havia algumas pessoas. Queria conversar com alguém, ficar em silêncio, qualquer coisa. O corredores vazios, os quartos cheios, talvez. Parece que meninos e meninas ficavam em quartos separados. Me coloquei diante de uma porta, não sabia se era um quarto de meninos ou de meninas. Abri-a um pouco, não tive coragem de entrar. Deixei a porta entreaberta e desci as escadas. Na minha “fuga”, encontrei uma menina. “Oi.” “Perdida por aqui? Vamos descer...” “OK.” Lá embaixo estava bem mais movimentado, havia uma lanchonete, várias pessoas comendo. Ao mesmo tempo em que parecia um local ao livre, com árvores, etc., também parecia um local fechado, não consegui perceber muito bem. Depois de um tempo me vi sentada a uma mesa com mais três meninas. “O que estou fazendo aqui?” Não conhecia ninguém muito bem. Percebi que a minha mãe estava conversando com o dono ou garçom da lanchonete (o que me lembrou “Swimming Pool”, um filme que vi durante a semana, aliás, a cena de estar sentada à mesa me lembrou “Encontros e Desencontros”).
Alguém pediu uma porção de pão de queijo. Eles chegaram grandes, depois foram diminuindo com o tempo. Uma menina perguntou se eu não ia comer. “Ninguém me ofereceu”, eu disse. Daí ela aproximou o pote da minha mão, peguei um e rapidamente colocou o pote entre seus braços, na mesa, onde estava antes. Depois disse que eram bolinhos de bacalhau e pães de queijo ao mesmo tempo. Logo pensei no aparelho, que poderia ficar algo preso, mas a verdade é que eu não senti o gosto nem de um nem de outro. Aquele lugar estava me anestesiando. Estar em uma mesa com três pessoas “desconhecidas” não me fazia bem.
Resolvi dar uma volta. Foi quando percebi que estava em Florianópolis e o internato era, na verdade, um hotel. Pensei em telefonar para uma (psi)amiga: “Ela não sabe que estou aqui, será que gostaria de saber? Também não conhece a minha mãe, seria legal se pudessem se conhecer. Não, não posso sair com as duas, pode ser que eu não consiga conversar nada. Melhor deixar como está. Legal, sem saber estou em Floripa de novo.”
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Tinha de pegar um ônibus, não sei para onde. O ponto (de ônibus) era um dos corredores da faculdade. Os bancos de espera pareciam uma escada. Perto de mim havia uma mulher grávida e gay, talvez. Não tirava os olhos de cima de mim. Olhos, mãos, atenção e perguntas. Finalmente o ônibus chegou. Subi com uma amiga e resolvi me sentar atrás do motorista. Queria pôr o pé em algum lugar e aquele cantinho entre a janela e a poltrona do motorista chamou os meus pés. Logo se aproximou um homem com um isopor enorme, vendendo bebidas. Minha amiga pediu algo qualquer, não lembro, e eu disse que pediria depois. “Não tem canudo.”
enviada por Someone
20/01/2004 14:52
Milk-shake de maçã
Estava no supermercado. Não conseguia encontrar Toddynho, apesar de estar no lugar certo. Avistou uma marca desconhecida. Produto – milk-shake de maçã. “Legal, vou levar. Não, preciso experimentar antes.” Pegou a caixinha, pôs o canudinho e bebeu tudo. “Puxa, isso é suco de maçã comum, nada de milk-shake, igual ao que tem lá em casa, sacanagem... Ih, eu bebi, nem me importei com câmeras. Ah, na semana passada eu fiz a mesma coisa, ninguém me pegou. Qualquer coisa, eu digo que estava experimentando, pago, sei lá, depois eu vejo isso.” Pegou algumas caixinhas, passou na seção de chocolates e foi embora. Na rua, apareceu um homem. Parece que eram amigos (eu não o conheço). Apareceram em um estacionamento. Someone estacionou o carro. Depois este se transformou em uma espécie de moto. Deixaram-na por lá e pegaram um bus. “Ei, depois me diz onde eu devo saltar, vou ficar na Uerj...”. (E eu me recuso a contar o que houve por lá, nenhuma novidade... Apenas Someone apareceu com um sacola imensa das Lojas Americanas e a esquecia em que cada sala onde tinha aula.)
enviada por Someone
20/01/2004 12:39
Algo dos últimos dias...
Um a carro a deixou em uma rua bem movimentada, em outra cidade. Dois homens apareceram atrás, cada um com uma arma na mão. Someone correu para dentro de um prédio, parecia um shopping. Lá dentro, no entanto, ao passar pela primeira porta, percebeu que era apenas um corredor bem apertado, com uma passagem para o outro lado feita por um buraco mínimo na parede. Teria de atravessá-lo deitada. Pensou que todo o trajeto teria de ser feito assim. Depois de ter passado todo o corpo, o outro lado já permitia que ficasse de pé. Mas encontrou pessoas presas, deitadas, como se estivessem em caixões de cimento, apenas esperando a morte chegar. Todas se movimentavam o quanto era possível – crianças, senhoras, senhores. Curiosamente, todos negros. Algumas conseguiam esticar os braços, mas nada diziam verbalmente. Cada olhar gritava, cada olhar possuía mais significado que uma miríade de palavras. Como ajudá-las?, ela se perguntou. Não poderia. Sentiu-se inútil e impotente.
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Estava na faculdade ou no antigo colégio, não consegui identificar. Ao seu lado, um menino que havia conhecido durante a semana. Conversaram um pouco, trocaram olhares, ouviram as piadas e cochichos em relação a eles dos que passavam, depois ele teve de ir. Someone permaneceu sentada. Ao seu lado apareceu uma menina. Quase toda a cena anterior se repetiu – conversa, troca de olhares um pouco mais demorada, o final, no entanto, foi diferente. A menina tascou-lhe um beijo. “O que vão pensar agora?” Não quis saber, correspondeu. Depois se levantaram e foram para o ponto de ônibus mais próximo. Nada mais conversaram, nada mais falaram.
enviada por Someone
04/01/2004 14:29
Torta de cebola
Estava na rua. Someone conversava com as personagens de Celebridade – Débora Evelyn, Marcos Palmeira e o amigo dele na novela, esqueci o nome. A verdade é que eu não sei o nome de quase ninguém, dos que apareceram no sonho, só os do Fernando e do Inácio. Este apareceu depois. Estavam na rua, conversavam animadamente. Someone vestia um maiô azul, estavam todos com roupa de banho. A rua não estava alagada, nada de enchente, as águas eram limpas, uma praia na rua, com postes, etc.
Débora disse: “Venha cá, meu filho, vamos conversar”. Ele nos olhou e seguiu em frente. A mãe olhou para Someone e disse: “não consigo entender esse menino. Vamos comer algo?” “Sim, claro.” “Ai, eu adoro esse lugar, não é o máximo?” Chegaram ao café da Livraria da Travessa. Someone, como estava molhada, ficou meio sem jeito de se sentar nos bancos de madeira. Olhou à sua volta, percebeu bancos molhados, sentou-se sem preocupação. A Débora agora era uma amiga. Minutos depois, a amiga era a mãe de Someone, até chegar o momento em que ficou sozinha.
Antes disso, “uma torta de cebola, por favor”, foi o pedido de Someone. Depois, querendo algo para beber, demorou um pouco, pois nenhum atendente a olhava, ou melhor, nenhum demorava o olhar suficientemente para perceber algo. Uma menina se aproximou, finalmente: “deseja algo?”. “Já fui atendida, obriga...” Someone não terminou de falar, teria dito “Já fui atendida, obrigada, mas gostaria de algo para beber”, a atendente virou-lhe as costas. Ainda tentou falar mais alto, em vão, depois esticou o braço e o encostou levemente no da atendente, que se virou “pois não”. “Eu gostaria de uma vitamina de abacate.” “O quê??” “Abacate.” “Acabaxi??” “Não, abacate.” “Ai, meu Deus, não entendo o que essa menina fala!! Aba... o quê??” “A-BA-CA-TE!!!!!!!” “Por que não disse antes?”
Depois de alguns minutos (muitos, por sinal), uma atendente pergunta o nome de Someone para anotar no pedido. Com a resposta, uma outra com quem Someone havia iniciado uma conversava, diz: “também me chamo Someone”. “Sério? Legal.” E chega a torta. Someone olha, vê chocolate, pensa que não mais poderá falar – chocolate e aparelho não combinam – e abandona a conversa.
Someone, depois de algumas garfadas, percebe que a torta era de banana e chocolate. “Ei, eu pedi torta de cebola.” “Ah, foi?? Espere mais um pouco.” “Tudo bem.” E pensa: puxa, eu pedi de cebola, quando vi que era de chocolate, por que comi então? E eles nem se importaram, vou continuar comendo...”. Vira para a atendente que antes conversava e ouve em meio a lágrimas: “você pode parar de falar um minuto???”. “Que coisa estranha, eu não disse nada.”
enviada por Someone
02/01/2004 17:16
Saiu do metrô. Percebeu que estava com um bilhete amassado. E, por incrível que pareça, resolveu fazer o teste. Queria saber se o bilhete era válido ou não. Caso sim, o bilhete seria perdido, obviamente. Não se importou com tal possibilidade. Como era negativista até em sonho, não foi o que aconteceu. Saiu da estação com uma sensação de bem-estar, afinal, não havia errado. Encontrou um casal na saída, teria embarcado, mas os agentes do metrô disseram que já estava fechado. Era noite, mas o horário ainda permitia o embarque. O casal insistiu e sofreu ameaça de ser processado.
Someone queria ir ao shopping Carioca. Pensou: “ih, por que saí do metrô? Poderia ter continuado, como vou fazer agora?? Terei de ir de bus...”. Dirigiu-se ao ponto de ônibus. Havia muitas pessoas. O ponto estava em um lugar diferente, um pouco mais à frente que o normal. Não chovia, mas era como se as pessoas estivessem se protegendo da chuva. Juntou-se a elas. A cada ônibus que parava, perguntava aos presentes se passava no Carioca Shopping, ninguém lhe ajudava. Parou um ônibus meio alaranjado: “Esse passa?” Não teve resposta, o ônibus foi embora. “Já sei. Vou entrar onde tiver algum adesivo do shopping.” Acabou entrando na linha 960 (existe?). Ficou em pé. O ônibus estava meio cheio. Depois uma senhora (parecia professora de História) começou a cantar, a voz era linda, só não lembro qual foi a música, linda também. Someone passou boa parte do trajeto em pé. Conseguiu se sentar depois de algum tempo, ao lado da professora. Uma pasta caiu sobre o seu colo. “Ah, desculpe-me”, “Tudo bem.” – foi o diálogo que tiveram.
Se antes queria ir ao Carioca, depois parece que o destino era a casa de alguém em Jardim América. A verdade é que já não sabia mais aonde estava indo. De repente avistou um lugar lindo, águas limpas, completamente azuis, muito verde, resolveu fazer desse lugar seu destino. Saltou.
Na rua encontrou o coordenador do colégio onde fez o ensino médio, agora, prefeito: “Precisamos construir mais parques aquáticos, daqui a algum tempo, onde colocaremos toda essa população? Já estamos enfrentando sérios problemas, mais lugares como esse precisam ser construídos. Veja, está quase pronto”. Someone sorriu e continuou andando. Percebeu que estava usando um biquíni branco e trazia uma toalha nas mãos. Um menino, uma criança começou a segui-la. Depois percebeu que outras pessoas estavam no mesmo grupo em que ela, ficou meio envergonhada por estar usando somente o biquíni, por ter saído daquele jeito. Resolveu entrar na água. Depois apareceu toda molhada na sala de aula. Alguém disse: “até que você não é tão magra como parece”. “Não, sou sim”, respondeu Someone. “Não é mais que a Ana” (sei lá quem é Ana, apareceu o nome no sonho). “Talvez não pareça muito porque sou mais baixa.” “É verdade.”
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Aniversário da sobrinha. “Putz, por que resolveram marcar com tanta antecedência? Nem tive tempo de chamar a família do meu amigo. Com quem vou conversar?” Someone ficou meio chateada. E ainda teve de chegar até lá sozinha. Quando estava passando pelo portão, percebeu que alguém chamava o seu nome. Não quis atender, fingiu não estar ouvindo, mas uma pessoa fez o favor de avisá-la. Olhou para trás e viu uma menina (estudaram juntas no primário), que disse: “Oi, há quanto tempo, não?” “É. Tudo bem?” “Tudo.” “Eu vou lá dentro primeiro, depois conversamos melhor, ok?” “Tudo bem.” Depois, depois, Someone não queria conversar naquele momento, muito menos depois.
De repente se viu dentro de uma sala rodeada por técnicos de informática. Seu computador estava com problemas. “Não entendo quem chamou toda essa gente.” Um deles disse: “seu computador está sendo... (ai, não lembro o que ele disse, sei que começava com d...)” . “Pode traduzir, por favor??” “Está vendo essa tela?? Se permanecer com essa imagem, todos vão querer pegar tudo o que tem aqui dentro.” Someone achou um delírio aquilo tudo e saiu de lá.
Voltou para o aniversário. A menina que antes desprezara estava bem entrosada, conversava com todos, de certa forma foi bom, não se sentiu tão culpada, apenas se arrependeu um pouco. Muito tinham para conversar. Ficou surpresa ao ver o amigo que não havia sido avisado. E com ele conversou quase toda a noite, até o telefone tocar: “estava pensando em marcar alguma coisa. Seriam quatro meninos e quatro meninas, contando com você. Se importa? Sei que não gosta muito de...”. Someone nada disse, apenas pensou – nada precisou nem precisaria ser dito.
enviada por Someone
31/12/2003 16:21
Últimos flashes de 2003...
Queria usar o banheiro. Havia apenas um, para homens e mulheres. E as pessoas tinham de usá-lo debaixo do chuveiro, o que as obrigava a entrar sem roupa, e a tomar banho depois. Entrou com o irmão e a cunhada. Encontrou duas mulheres lá dentro – uma saindo do chuveiro, usava um vestido branco, levemente levantado até a altura do joelho, a outra estava próxima ao vaso sanitário. Someone: Se ele existe, por que ninguém o usa? Nada entendeu. Apenas disse que não faria parte daquilo de jeito algum. Olhou para a porta, tentou um jeito de trancá-la, mas não possuía chave nem maçaneta. O irmão entrou, só o viu saindo completamente nu. Depois foram embora.
Estava em casa. O pai pediu para que Someone buscasse algo dentro do carro. Abriu a porta, assim que se sentou o carro começou a descer: “putz, nem lembro mais onde fica o freio!!!!”. E já estava quase batendo no carro estacionado atrás. Pisou no pedal correto, abaixou o freio de mão, levantou, tentou de tudo, e o carro não parava de jeito algum. Resolveu virar a chave. Seguiu em frente, havia duas crianças e uma senhora na rua, uma delas de velocípede. “Como vou fazer com que saiam da frente???!” Depois de algum tempo de tensão, a buzina funcionou. Someone não conseguia fazer o carro parar. Ficou dando voltas, depois apareceu em uma ladeira. Do meio não passava. O carro sempre descia, voltava a subir, parava no meio e não ficava, descia de novo. Resolveu deixá-lo por lá. Percebeu que sua mãe fazia exercícios na calçada ao lado. “Minha mãe fazendo exercícios?? Legal.” Depois iria ao shopping. “Andando?? Muito longe.”, disse Someone. Voltou para o carro e ficou tentando subir com ele...
Apareceu na casa de sua ex-terapeuta. Havia muitas pessoas. Dentro, em cima de uma mesa, uma tigela continha algo estranho. Uma massa marrom, não muito sólida, um pouco pastosa, de formas variadas, lembrava fezes, se foi isso que você pensou. Estava dentro da água e um fio com tomada saía da tigela. “Ih, será que ela vai comer? São fezes mesmo?” Por um momento a dúvida pairou, depois, no entanto, o cheiro que exalava não mais permitiu tal cepticismo. Eram fezes de verdade, em cima da mesa, à espera de quem se deliciasse. A terapeuta apareceu: “aonde você está indo?” “Ao shopping.” “Ah, então eu vou com você”.
enviada por Someone
30/12/2003 12:43
Ato falho
(Há dois dias...)
Uma amiga iria levá-la em casa. Estava com mais duas no carro. Não entendeu – segundos depois estavam num táxi. Someone apareceu em casa, que era no fim de um dos corredores da Uerj, seus pais a aguardavam. Não sei por que razão não queria ser vista. Seu pai avisou que Mirta estava por perto, dando aula em uma sala próxima. Someone passou por lá rapidamente e a cumprimentou. E seguiu para o banheiro. Primeiro, sozinha, depois três pessoas apareceram por lá. O impressionante foi que Someone conseguiu fazer o necessário (number two) e ainda fez uso do papel na frente de todos. (Só em sonho mesmo. rs) Uma das meninas pediu seu telefone. Ao acordar, Someone percebeu que o número era, na verdade, de uma outra pessoa, não o seu, ou seja, dera o número errado como se fosse o certo.
enviada por Someone
26/12/2003 13:18
Estava no quarto fazendo exercícios para a aula de Português. Dois amigos da faculdade passaram, perguntaram o que estava fazendo e foram embora. Ela não conseguia se concentrar. Sua família permanecia atrás, assistindo à TV. “Tem uma pessoa na sala, por que não a chama para cá?”, disse sua mãe. E continuou: “Já vamos sair daqui, a cama está quase pronta”. Someone foi até à sala, deu um beijo na pessoa, com a preocupação de não ser vista. Depois apareceram no banheiro para escovar os dentes. “Por que não deixa o cabelo solto?”, disse enquanto a pessoa o prendia. Nenhuma resposta, apenas o cabelo preso novamente. Voltaram à sala: “Tem falado com a sua ex.?”, perguntou Someone. “Nos falamos hoje de manhã.” “Vocês se falam todos os dias?” “Sim.” Cada um virou para o seu lado, sem comentários.
enviada por Someone
26/12/2003 00:02
Baratas, etc.
Chegou em casa. Era diferente da real. Na sala, debaixo do sofá avistou as antenas de uma barata. Correu para o quarto. Antes, no corredor, havia uma barata no chão, de cabeça para baixo, estava morta. Entrou em seu quarto, mais duas baratas. Todas mortas. Mesmo assim, para garantir, pediu o inseticida à mãe. Jogou em todas as partes do quarto. Nada mais apareceu.
Saiu de casa. Destino? Casa do irmão. Antes, passou por uma padaria, queria comprar um sorvete. Desistiu. Depois pensou em um brigadeiro. Pôs a mão no bolso e encontrou um, nada entendeu. Pensou em comê-lo, ao mesmo tempo “não, sei lá como apareceu por aqui, o bolso pode estar sujo”. Desistiu. Foi ao encontro do irmão, que estava guardando alguns carros, enquanto uma compradora o aguardava. Os carros eram guardados em uma certa ordem, dependendo da música que estava tocando no momento. Agora eu não lembro a que tocou no sonho.
Rua onde mora. Estava diferente, havia prédios imensos, a largura da rua estava irregular, algumas casas haviam ultrapassado o limite anterior, aumentaram as calçadas, cada um havia feito algo à sua maneira. Não mais reconhecia o lugar em que morava. Até uma associação de apoio a pessoas portadoras de HIV havia sido construída. “Como tudo isso aconteceu e eu não percebi?”
enviada por Someone
17/12/2003 16:16
Cinema no metrô, montanha-russa, etc.
Havia vários cinemas na estação do metrô (perfeito, não?). Someone quase parou para ver Callas Forever, resolveu sair. Qual lado? Estava meio perdida. Seguiu uma senhora e saiu na Av. Nilo Peçanha, pelo menos era o que estava escrito em uma placa. Já na rua um homem se aproximou e segurou fortemente o seu braço: “Quieta... Vamos dar uma voltinha”. Depois de ter sido chamada de “metida” e “escrota” durante a semana (na realidade), Someone ficou sem saber o que fazer com o sujeito desconhecido. Uma amiga da faculdade apareceu, trazia um guarda-chuva, não pensou duas vezes. E assim Someone foi salva.
Depois apareceu na parte de cima de uma casa. Embaixo havia um carro preto e uma menina. Someone, na verdade, falava com a tal menina ao telefone. Queria marcar um dia para ver o carro, que estava à venda. Ambas no mesmo lugar, mas era como se não estivessem. A menina disse que estava em Búzios. (Búzios??, estranhou Someone, eu não estou em Búzios!) E que não poderia mostrar o carro naquele momento porque seu irmão iria usá-lo. Tudo bem. Minutos depois a avó de Someone apareceu ao lado da menina. Someone desceu. Não sabia que a senhora queria comprar um carro, disse à avó. Quando chegou lá embaixo, no entanto, o carro preto não mais estava presente, agora era um táxi. Ué, não vi táxi algum no anúncio!, reclamou Someone.
Casa anterior de Someone. Foi uma viagem ao passado. O mesmo quarto, a mesma cama, as mesmas coisas, a cesta de basquete que por um tempo ficara no chão, tudo exatamente igual, apenas Someone não era a mesma. A casa toda era igual. Mas parecia que havia vida somente embaixo, o quarto, que ficava na parte de cima, era como se tivesse parado no tempo, a poeira dos móveis, as teias de aranha permitiam tal interpretação. Havia outras pessoas sentadas na cama, conversando animadamente, apesar da sensação de esquecimento e morte que o local proporcionava, mas eu não saberia dizer quem eram essas pessoas. Someone, para não conversar, resolveu descer. Foi uma idéia péssima. Enquanto em cima havia pessoas, embaixo só havia gatos, inicialmente!! Depois apareceram outras pessoas, e eu também não saberia identificá-las agora.
Faculdade (como poderia deixar de aparecer nos sonhos, não?). Depois de assistir às aulas, Someone desceu para pegar o metrô. Era um lugar muito bonito, arborizado, bem diferente da realidade. Havia duas entradas. Someone percebeu que um homem estranho a olhava e resolveu entrar na primeira delas. Ele não a seguia, na verdade passava por trás de um muro, apenas seus olhos não a deixavam em paz. Depois de um tempo Someone percebeu que havia entrado na saída de um parque, onde crianças estavam acabando de sair da montanha-russa. Um grupo imenso saía, Someone entrava. De repente o caminho se transformou quase no brinquedo temível, a diferença é que manteve o chão de cimento, apenas de forma ondeada. Someone se viu sozinha, sendo conduzida pelas ondas formadas no chão, depois, já na saída, foi atirada para as árvores que compunham a paisagem circundante, o que lhe proporcionou uma sensação de pânico e de liberdade ao mesmo tempo, afinal, foi quase um vôo.
A caminho da segunda entrada (putz, pego o metrô todos os dias e não havia reparado aquela outra entrada, pensou), Someone resolveu telefonar para uma amiga, queria contar-lhe o que havia acontecido. Discou o número certo, no telefone, no entanto, aparecia um número errado. Acabou falando com outra amiga: “Desculpa, desculpa, desculpa, liguei errado, sorry”. Obviamente tantas desculpas provocaram um riso até receptivo. Conversaram um pouco, depois Someone se lembrou de que ainda queria fazer a ligação certa: meu cartão não pode acabar!!! E desligou.
enviada por Someone
15/12/2003 12:34
Pequenas lembranças...
Banheiro do colégio, pessoas da faculdade. Someone se dirige ao lavatório. Havia várias meninas dos tempos do colégio se olhando no espelho (como cresceram, pensou), depois, da mesma porta pela qual Someone havia passado saiu uma menina que faz espanhol na faculdade. De vez em quando elas conversam, já fizeram curso de italiano juntas por um tempo, apenas se cumprimentaram, de forma bem simpática, como sempre. A menina se dirigiu a um banco dentro do banheiro, estava fazendo curativo em alguém. Enquanto Someone lavava as mãos, um menino apareceu agachado pedindo que seu rosto e cabelos fossem molhados. Já que estava com as mãos na água, o que custava? É, mas o menino queria mais que isso, pediu-lhe um beijo. Someone terminou de lavar rosto e mãos e se dirigiu para onde estava a menina. “Conhece aquele cara? Vê se pode, me pediu um beijo, acredita?” “Ele é legal, por que não?” “Ah, fala sério... Do nada?”. E sorriram.
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Someone queria ver o seu peso naquela balança que custa R$ 0,50. Estava com uma amiga (quase) nutricionista (Mirta): “Queria saber o meu peso... Nunca usei isso aqui”. “Tem que comprar ficha.” “Ah, compre para mim, vai...”. Someone não conseguiu ver o peso, apareceu uma tela de computador gigantesca sobre a parede, várias opções, tudo em inglês, nada de peso, só pessoas desconhecidas.
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Três fitas de vídeo para entregar. Depois de duas delas rebobinadas a partir da metade (nossa, não vi qualquer filme na íntegra), Someone encontrou uma outra que sequer havia sido vista. Filme? A Cela.
enviada por Someone
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